Abraço, gabz.
---------------------------
As cartas publicadas nos jornais são um excelente reflexo da nossa sociedade.
Num dia destes, para rechaçar as idéias de um artigo produzido por um jurista que professava uma determinada confissão religiosa e defendia os seus valores, um missivista escreveu que, de joelhos, ninguém pode falar da realidade. Em outras palavras, quem tem fé e quem ora não tem nada a dizer sobre a cena contemporânea. Em outras palavras, a visão da realidade só pode ser percebida com o uso dos instrumentos da razão. Logo: quem professa uma religião deve se abster de interpretar o mundo, porque a sua opinião só pode ser uma resposta totalmente alienada e alienante.
Um cristão antigo (Tertuliano, no século 3) dá razão ao missivista por ter dito que tudo o que é humano é estranho ao cristão. Tertuliano, embora muito seguido, estava errado, porque Jesus disse que não tiraria os seus discípulos do mundo, esperando, contudo, que não vivessem segundo os valores deste mundo.
A tarefa do cristão é mudar o mundo e isto começa com uma interpretação do mundo. Acontece que o mundo não se explica por si mesmo. E a prova é que, por melhor que seja do ponto tecnológico, o mundo não consegue eliminar as clássicas mazelas da desigualdade, da violência e da criminalidade.
Uma resposta a estes problemas precisa incluir uma dimensão religiosa, dimensão que vem pela mão e pela boca do cristão que se ajoelha. Só quem se ajoelha pode entender.
E este entendimento (obrigado, Karl Barth) não será alienado se o joelho esquerdo se dobrar sobre o jornal do dia e o joelho direito estiver apoiado sobre a Bíblia de todos os dias.
Desejo-lhe umNum dia destes, para rechaçar as idéias de um artigo produzido por um jurista que professava uma determinada confissão religiosa e defendia os seus valores, um missivista escreveu que, de joelhos, ninguém pode falar da realidade. Em outras palavras, quem tem fé e quem ora não tem nada a dizer sobre a cena contemporânea. Em outras palavras, a visão da realidade só pode ser percebida com o uso dos instrumentos da razão. Logo: quem professa uma religião deve se abster de interpretar o mundo, porque a sua opinião só pode ser uma resposta totalmente alienada e alienante.
Um cristão antigo (Tertuliano, no século 3) dá razão ao missivista por ter dito que tudo o que é humano é estranho ao cristão. Tertuliano, embora muito seguido, estava errado, porque Jesus disse que não tiraria os seus discípulos do mundo, esperando, contudo, que não vivessem segundo os valores deste mundo.
A tarefa do cristão é mudar o mundo e isto começa com uma interpretação do mundo. Acontece que o mundo não se explica por si mesmo. E a prova é que, por melhor que seja do ponto tecnológico, o mundo não consegue eliminar as clássicas mazelas da desigualdade, da violência e da criminalidade.
Uma resposta a estes problemas precisa incluir uma dimensão religiosa, dimensão que vem pela mão e pela boca do cristão que se ajoelha. Só quem se ajoelha pode entender.
E este entendimento (obrigado, Karl Barth) não será alienado se o joelho esquerdo se dobrar sobre o jornal do dia e o joelho direito estiver apoiado sobre a Bíblia de todos os dias.
BOM DIA.
Israel Belo de Azevedo
.

